25 jun – 5 set 2021ExposiçãoArte
O Outro como epifania do beloAndré Guedes📍 BrotériaFernanda Fragateiro📍 Largo Trindade CoelhoJoana Craveiro📍 Arquivo SCMLManicómio📍 Museu de São RoquePedro A.H. Paixão📍 Igreja de São RoqueRui Pimentel📍 Convento S. Pedro Alcântara

Ao traçar um itinerário pelos espaços vitais do Pólo Cultural de São Roque, a exposição O Outro como epifania do belo surge como resposta à convocação do tema da hospitalidade como desígnio para uma cultura do outro. 

Partindo da sensibilidade ao espaço público, o tema da exposição faz eco das práticas herdadas dos autores que instigaram a subversão da obra de arte, arriscando-a como ferramenta de partilha comunitária sem deixar de ser um veículo de intimidade.

As obras e percurso propostos pretendem ligar-se ao pulsar geracional de um certo idealismo pragmático, em cujas leituras se pretende inserir a hospitalidade como casa de saída no percurso que procura trazer o outro à experiência partilhada.

 

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Gesto essencial, de Fernanda Fragateiro, é uma obra que quer revelar “uma operação onde o ato de adicionar é indissociável do ato de subtrair”, considerando, no Largo Trindade Coelho, “a necessidade de esvaziar antes de voltar a preencher, como forma de dar lugar ao outro”.

A Sagração da Água, desenho e instalação sonora de Pedro A.H. Paixão, na Igreja de São Roque, feito em Milão no rescaldo de um severo período de confinamento, propõe uma meditação delicada que nos resgata da estranha realidade que atravessamos.

Sandro Resende traz as obras de Anabela Soares, Cláudia R. Sampaio, Joana Ramalho, Micaela Fikoff e Pedro Ventura, artistas do Manicómio, a habitar o Museu de São Roque numa aproximação à inversão das hierarquias de validação do meio artístico.

A revisitação de Dentro do Arquivo, de Joana Craveiro, no Arquivo Histórico e Biblioteca da SCML, pode situar-se como uma passagem efémera pela memória de uma instituição que pontua e marca no tempo o percurso agora proposto.

Em Encontro – Treze junho 2021, André Guedes trata, na Brotéria, um protocolo ficcional e artístico para intersectar a realidade concreta de uma comunidade residente com uma coletividade alargada.

Com curadoria de Nuno Malheiro Sarmento, a reapresentação ao público de Rui Pimentel no Convento de São Pedro de Alcântara afirma-se no gesto de hospitalidade para com uma obra cujo volume e densidade justificam por si a exposição de inéditos deste pintor sem descendentes.

 

 

programa

 

 

 

Local: Polo Cultural de São Roque (Largo Trindade Coelho)
Entrada Livre
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